segunda-feira, 13 de junho de 2016

ÉPOCA DE 1970/71

PLANTEL


Artur Jorge, Zeca, Humberto Coelho, José Henrique, Malta da Silva, Eusébio, Né-Né, Jaime Graça, Adolfo, Vitor Martins, Simões, Matine, Diamantino, Toni, Torres, Calado, Praia, Raul Águas, Barros, Fonseca, Marques,  Messias, Jacinto, Armando Vieira

TREINADOR


Jimmy Hagan

Como jogador, Jimmy Hagan contabilizou apenas uma internacionalização   pela Selecção inglesa, não lhe fazendo justiça, já que foi considerado   um dos mais talentosos jogadores ingleses da sua época. A sua carreira   como futebolista foi interrompida pela 2ª Guerra Mundial, mas permaneceu   como uma lenda para o fans do Sheffield United, clube que serviu   durante cerca de 20 anos.

Começou a sua carreira de treinador no   Peterborough United, onde esteve entre 1958 e 1962. Seguiu-se o West   Bromwich Albion em 1963, onde conquistou a Taça da Liga Inglesa em 1966.

Jimmy   Hagan chegou ao Benfica em 1970. De 1970 a 1973 liderou a equipa a três   vitórias consecutivas no Campeonato e a uma Taça de Portugal, um   recorde que nenhum outro treinador desde então conseguiu repetir ao   serviço do Benfica. Neste período, enquanto treinador do Benfica, também   chamou a atenção da Europa, quando a equipa chegou às meias-finais da   Taças dos Campeões Europeus, sendo apenas afastado pelo lendário Ajax   daquela era.



Com sorriso fechado e ar sisudo, Hagan celebrizou-se   também pela expressão “no comments”, que, afinal, definia todo o seu   carácter frio e distante. Tinha ainda o hábito de treinar nos dias dos   jogos e sempre “a doer”, com subidas e descidas constantes das bancadas   do estádio, em passo de corrida.

Em 1972/1973, com Jimmy Hagan, o   Benfica tornou-se o único clube português a terminar o campeonato sem   derrotas, contabilizando 28 vitórias – 23 consecutivas – em 30 jogos,   empatando dois. Nesse mesmo ano, Eusébio foi o melhor marcador europeu   com 40 golos, naquela que foi a sua penúltima época como jogador do   Benfica. A equipa marcou 101 golos, ultrapassando a marca dos 100 apenas   pela segunda vez na sua história.

Jimmy Hagan saiu do Benfica,   em Setembro de 1973. Na festa de despedida de Eusébio, colocou toda a   gente a correr à volta do campo e, às tantas, Humberto Coelho, Toni e   Nélinho atrasaram-se dos restantes elementos e encurtaram distância,   fazendo corta-mato. O colérico Hagan ameaçou multá-los com mil escudos e   obrigá-los a treinar à tarde, deles prescindindo para o jogo da noite   entre o Benfica e o Resto da Europa. Depois de meditar, perdoou a multa e   o treino da tarde, mas manteve o castigo para a noite. O presidente   Borges Coutinho tomou então o partido dos jogadores e ordenou que se   fossem equipar, algo que Hagan não admitiu. Bateu com a porta do   balneário. No dia seguinte, Hagan apresentou a sua carta de demissão. Um   adeus abrupto para um homem de repentes e com um tri no bolso.

Desde   os tempos em que treinou o Benfica, Jimmy Hagan manteve uma relação de   grande amizade com Eusébio, que o descreveu como “forte disciplinador”.   “Todos os jogadores pensaram que os seu treinos eram bastante   penalizadores e fisicamente extenuantes, após a primeira semana de   treinos. Mas passado pouco tempo, a equipa começou a vencer jogos e   todos concluíram que tinha valido a pena. Ele deu-nos uma força extra e a   ele se deve o facto Benfica ter vencido três campeonatos consecutivos”.

Jimmy   Hagan fez o primeiro jogo como treinador do Benfica a 13 de Setembro de   1970, numa vitória sobre a CUF (1-0), na Jamor, tendo disputado o   último jogo, a 23 de Setembro de 1973, numa vitória frente ao Belenenses   (2-1), em Lisboa.

MELHOR MARCADOR


ARTUR JORGE - 37 GOLOS



RESULTADOS



CRÓNICA DA ÉPOCA

No primeiro Campeonato da nova década, o Sport Lisboa e Benfica voltou a chamar a si a coroa de campeão nacional, batendo novamente o Sporting, que mais uma vez desde os anos cinquenta que não conseguia defender o título conquistado.

Impressionante foi a carreira do Sporting que liderou da 2.ª até cinco jornadas do final, quando uma derrota no Bessa abriu caminho para a liderança benfiquista.

Com a dupla Eusébio e Artur Jorge em grande forma, com uma equipa que era a base da Seleção Nacional, o Benfica segurou com brilho a liderança e conquistou o título que durante grande parte da época fora apenas uma miragem.


Lá atrás, uma luta intensa, com apenas quatro pontos a separem o último (Varzim) do sexto classificado (Belenenses), nove equipas separadas por quatro pontos, bem distantes do quinteto da frente, que assim mostrava fazer parte de um campeonato à parte.

PRESIDENTE


DR. BORGES COUTINHO

TROFÉU RAMON CARRANZA

Foi no Estádio Ramón de Carranza, em Cádis, Espanha, no dia 29 de Agosto de 1971 que o Benfica venceu 3 a 0 o Peñarol.



Obra-prima!

É, na opinião de muitos, o troféu mais belo do mundo. Depois de já o ter trazido para Lisboa em 1963, o Benfica repetiria o feito em 1971.


Rezam as crónicas que não cabia um alfinete no recinto cordovês. Do Uruguai, vinha o histórico e poderoso Peñarol. Inspiradíssimo, o endiabrado “Pantera Negra” assinalou a ouro, com um hat-trick, a conquista do torneio.




VIDEOS


PALMEIRAS 1  - BENFICA 1



JAPÃO 0 - BENFICA 3 


SPORTING 4 - BENFICA 1 (Final T. Portugal) 



BENFICA 1 SPORTING 3 (PARIS)
TAÇA EMIGRANTE



SPORTING 1 - BENFICA 1



BENFICA 5 - SPORTING 1