quinta-feira, 30 de junho de 2016

FALTAM DUAS FINAIS




ÉPOCA DE 1986/87


PLANTEL



Veloso, Álvaro, Dito, Silvino, Diamantino, Rui Águas, Chiquinho Carlos, Shéu, Nunes, Carlos Manuel, Wando, Manniche, Edmundo, Oliveira, Tueba, César Brito, Samuel, Zivkovic, Rui Pedro, José Luis, Neno, Bento, Paulo Guilherme, António Bastos Lopes, Paulo Guilherme

TREINADOR

MORTIMORE

MELHOR MARCADOR

RUI ÁGUAS - 20 GOLOS

RESULTADOS




CRÓNICA DA ÉPOCA

Após dois anos de domínio portista o Benfica voltou a chamar a si o ceptro de Campeão. Na época em que o F.C. Porto foi Campeão Europeu pela primeira vez na sua história, o Benfica sofreu a maior derrota de sempre no campeonato, o famoso «sete a um» às mãos do eterno rival em Alvalade. Apesar da vitória histórica sobre os encarnados o Sporting chegou ao fim da primeira volta em quarto lugar a cinco pontos da liderança, para nas restantes quinze jornadas do campeonato continuar a perder pontos e acabar a dez do campeão Benfica.   Na segunda volta a luta pela liderança ia resumir-se a Benfica, Porto e Vitória de Guimarães... Os vimaranenses – que tiveram com Paulinho Cascavel (22 golos) o prémio de melhor marcador da competição - foram a revelação da competição, andando a discutir a liderança até à 22ª Jornada, quando uma derrota com o Benfica em casa (1-2) os afastou definitivamente da luta.   As restantes jornadas viram o Benfica controlar a distância pontual para o F.C. Porto, enquanto os azuis-e-brancos concentravam as suas forças na campanha que os conduziu até ao Estádio do Prater. Vitória de Guimarães, Sporting, o surpreendente Desportivo de Chaves e Belenenses qualificaram-se também para as competições europeias na época seguinte. Graças ao caso Mapuata nenhuma equipa foi despromovida e o campeonato seguinte contou com 20 clubes.
Após dois anos de domínio portista o Benfica voltou a chamar a si o ceptro de Campeão. Na época em que o F.C. Porto foi Campeão Europeu pela primeira vez na sua história, o Benfica sofreu a maior derrota de sempre no campeonato, o famoso «sete a um» às mãos do eterno rival em Alvalade.

Apesar da vitória histórica sobre os encarnados o Sporting chegou ao fim da primeira volta em quarto lugar a cinco pontos da liderança, para nas restantes quinze jornadas do campeonato continuar a perder pontos e acabar a dez do campeão Benfica.

Na segunda volta a luta pela liderança ia resumir-se a Benfica, Porto e Vitória de Guimarães... Os vimaranenses – que tiveram com Paulinho Cascavel (22 golos) o prémio de melhor marcador da competição - foram a revelação da competição, andando a discutir a liderança até à 22ª Jornada, quando uma derrota com o Benfica em casa (1-2) os afastou definitivamente da luta.

As restantes jornadas viram o Benfica controlar a distância pontual para o F.C. Porto, enquanto os azuis-e-brancos concentravam as suas forças na campanha que os conduziu até ao Estádio do Prater.

Vitória de Guimarães, Sporting, o surpreendente Desportivo de Chaves e Belenenses qualificaram-se também para as competições europeias na época seguinte. Graças ao caso Mapuata nenhuma equipa foi despromovida e o campeonato seguinte contou com 20 clubes. O clube do Restelo começou a época a fazer sonhar os seus adeptos, chegando ao fim da sétima jornada na liderança (empatado com o Benfica) já depois de ter batido os leões em Belém. Caberia ao FC Porto, deitar água no sonho belenense à oitava jornada, batendo os lisboetas no Restelo por 0x3.

CURIOSIDADES




VIDEOS DA ÉPOCA


CAMPEONATO NACIONAL

BENFICA 3 - RIO AVE 1

SPORTING 7 - BENFICA 1


 BENFICA 1 - GUIMARÃES 0


VARZIM 0 - BENFICA 0 


CHAVES 1 - BENFICA 2


SALGUEIROS 1 - BENFICA 1


ELVAS 0 - BENFICA 2


MARITIMO 2 - BENFICA 2


BENFICA 2 - ACADÉMICA 0


BENFICA 1 - FARENSE 0


BRAGA 1 - BENFICA 1


BOAVISTA 0 - BENFICA 2


GUIMARÃES 1 - BENFICA 2


BELENENSES 1 - BENFICA 1


BENFICA 2 - ELVAS 0


FARENSE 0 - BENFICA 2


BENFICA 2 - BELENENSES 0


BENFICA 2 - SPORTING 1


PORTO 2 - BENFICA 2


BENFICA 3 - PORTO 1


VARZIM 0 - BENFICA 0







TAÇA DE PORTUGAL

BENFICA 6 - TORREENSE 1


FINAL - BENFICA 2 - SPORTING 1





SUPERTAÇA

PORTO 1 - BENFICA 1


BENFICA 2  -  PORTO 4






TAÇA DAS TAÇAS

BORDEUS 1 - BENFICA 0


BENFICA 1 - BORDEUS 1


BENFICA 2 - LILLESTROEM 0






JOGO PARTICULAR
(REBAIXAMENTO DO RELVADO DAS ANTAS)

PORTO 1 - BENFICA 1



GRANDES NOMES

MALTA DA SILVA


Amândio José Malta da Silva. Benguela, Angola. 19 de Fevereiro de 1943. Defesa.
Épocas no Benfica: 11 (64/65 e 66/76). Jogos: 193. Golos: 1. Títulos: 7 (Campeonato Nacional) e 2 (Taça de Portugal).
Internacionalizações: 5.





Procedente de Benguela, a 26 de Setembro de 1963, com 20 anos feitos, desembarcou em Lisboa, capital da então Metrópole, um jovem considerado promitente, Malta da Silva de seu nome. Em Angola, havia jogado futebol e basquetebol, no Portugal de Benguela, clube da cega predilecção do seu pai. Descoberto por olheiros do Benfica, de pronto recebeu guia de marcha.

Os primeiros anos, na mítica década de 60, não foram pêra doce. A competição pelos lugares ao sol de frívola nada tinha e, por essa altura, a experiência era mesmo a mãe de todas as coisas. O tirocínio parecia infinitamente prolongado, épocas a fio durou. Malta da Silva não esmoreceu. Afina, como reza o provérbio macua, o galo não canta sem amanhecer. E só na temporada de 70/71 se fez dia.



Vivia-se o inicio do consulado Hagan, germinava a equipa-maravilha. Malta da Silva, a lateral-direito e já não central, integrou a primeira convocatória. Passou a ser recorrente. Enterrados estavam os tempos de ansiedade recalcada, um jogador fino no trato da bola passava a vingar. Era resoluto e sacrificado. Era vistoso e dinâmico. Com Artur e Adolfo compunha o trio dos melhores laterais portugueses. Os três no Benfica, a emulação era constante.




Jogou até 76/77, completando 11 épocas na Luz. Participou em sete vitórias no Campeonato e em duas na Taça de Portugal. Com naturalidade, não deixou de emprestar os seus créditos à Selecção. Foi com Jimmy Hagan que atingiu maior notoriedade, talvez na altura em que o lote de jogadores do Benfica tenha sido o mais extraordinário de todo o historial centenário.



“Gostaria de ter sido campeão europeu”, confessa. Quem não gostava? Mas na época 71/72, esteve próximo desse desiderato, só que o Ajax levou a melhor numas semifinais pautadas até pelo equilíbrio. “Quando ao mais, penso que cumpri”. Cumpriu mesmo.

Há muitos anos que Malta da Silva acompanha o futebol à distância, ele que até vive quase paredes meias com o Estádio da Luz. Foi um ciclo que se fechou com tampa pesada. Sobra a recordação de um jogador que amou o Benfica e que, em campo, deu muitas e variadas expressões a esse afecto.


ENTREVISTA A MALTA DA SILVA


GRANDES NOMES

SOKOTA


Šokota assinou contrato com o FC Porto depois de sair do SL Benfica, onde jogou entre 2001 e 2005. Antes jogou quatro épocas no seu país de origem no Dinamo Zagreb e foi o melhor marcador do campeonato croata em 2000 e 2001. Šokota jogou três jogos pela selecção nacional da Croácia no Euro 2004 em Portugal. No total já conseguiu um total de oito internacionalizações e dois golos pela Croácia.



No final de 2004, e após recusar todas as propostas de renovação de contrato por parte do Benfica, Šokota foi relegado para a equipa B (equipa de reservas), onde acabou por jogar o resto da época de 2004/2005. Em Junho de 2005, depois do seu contrato com o Benfica finalmente acabar, assinou com os eternos rivais FC Porto a custo zero. Šokota tem sido perseguido por lesões graves desde que joga em Portugal, tendo realizado quatro intervenções cirúrgicas. Depois de assinar pelo FC Porto, a sua primeira lesão aconteceu no início da época 2005/2006, tendo apenas voltado a jogar um jogo oficial na última jornada na Liga Portuguesa dessa época. No início da pré-época 2006/2007 sofreu outra lesão grave tendo voltado a jogar apenas em 4 de Fevereiro de 2007, entrando como substituto na derrota em casa do FC Porto frente ao Estrela da Amadora por 0-1.



Em Março de 2006 assina pelo clube do coração, o NK Dinamo Zagreb, pondo assim fim a aventura portuguesa, onde demonstrou qualidade mas nunca conseguiu fugir ao azar das lesões.


Em Julho de 2009 Šokota mudou-se para a Liga Belga, assinando um contracto com o Lokeren.

Em Agosto de 2010 foi emprestado ao Olimpija Ljubljana para a temporada 2010/2011.


MOMENTOS




quarta-feira, 29 de junho de 2016

NAGY E ZIVKOVIC



FALTA ANUNCIAR OFICALMENTE


Segundo notícias da TVI24 e de diversos jornais Nagy e Zivkovic são esperados ainda esta semana em Lisboa para oficializarem as transferências para o Benfica sendo que Nagy será transferido por cerca de 1,5 milhões de euros e Zivkoviv que está livre, exigiu um prémio de assinatura de 5 milhões €, acabando por chegar a acordo com o Benfica por 3,5 milhões. É de salientar que são duas excelentes contratações para juntar a André Horta, Benitez, Cellis, Carrillo e Franco Cervi fechando assim o leque de contratações neste mercado. 
É de salientar também que todas estas transferências incidem na zona do meio campo (André Horta, Benitez e Celis) em substituição de Renato Sanches, e a possivel saída de Talisca, e nas alas (Zivkovic, Carrillo e Cervi) na substituição de Nico Gaitan e sendo quase certa a saída de Carcela e Sálvio. 

ÉPOCA DE 1985/86

PLANTEL


Veloso, Bento, Diamantino, Oliveira, Álvaro, Manniche, Samuel, Shéu, Carlos Manuel, Rui Águas, Vando, Nunes, Néne, José Luis, Pietra, António Bastos Lopes, Rui Pedro, César Brito, Simões, Neno, Vitor Duarte, Carlos Pereira


TREINADOR

MORTIMORE

MELHOR MARCADOR

MANNICHE - 21 GOLOS


RESULTADOS


PRESIDENTE


FERNANDO MARTINS



CRÓNICA DA ÉPOCA


Artur Jorge conduziu os azuis-e-brancos ao bi-campeonato após uma época em que o título foi discutido pelos três grandes até à recta final , numa época em que o F.C. Porto apesar das três derrotas sofridas - Covilhã, Portimonense e Guimarães, manteve a invencibilidade no confronto com os seus principais rivais.

Enquanto Manuel Fernandes (Sporting) foi o melhor marcador, a grande figura da competição foi Paulo Futre, que assim começava a assumir a condição de estrela maior do futebol nacional.
O Sporting iniciou dominador o campeonato de 85/86, se bem que perseguido de perto pelos dragões, enquanto com um início comprometedor o Benfica ia marcando passo.

Após o início da segunda volta os leões foram perdendo gás e seria a vez do Benfica saltar para a liderança que manteria até à penúltima jornada, quando o Sporting ao bater o eterno rival (1-2) quebrou um jejum de dezanove anos sem vitórias na Luz e entregou de bandeja ao F.C. Porto a liderança.
Sem imaginarem, a verdade é que com esta vitória os leões abriram caminho para o F.C.Porto chegar à Taça dos Campeões na época de 1986/87 que culminaria com o famoso calcanhar de Madjer...

Enquanto o Benfica perdia com os leões, o F.C. Porto vencia em Setúbal e na última jornada apesar do susto de estar a perder por 1-2, acabou por vencer (4-2) o Sporting da Covilhã.

Leões da serra, penafidelenses, Aves e Vitória Setúbal – pela primeira vez desde 1959/60 - foram as equipas despromovidas no final da temporada.

FECHO DO 3º ANEL


Inaugurado a 01 de Dezembro de 1954, ficou conhecido como o "Gigante de betão". Tinha capacidade para 40.000 pessoas.

Com a construção do Terceiro Anel, a 1ª fase em 1960, ficou com capacidade de 70.000 pessoas.


Em 1985 com o fecho do 3º Anel, o Estádio albergava 120.000 pessoas. No dia 04 de Janeiro de 1987, o "Gigante de betão" acolheu 135.000 pessoas, num triunfo sobre o FC Porto por 3-1.



Posteriormente o recinto foi perdendo capacidade devido à construção de um fosso entre o relvado e as bancadas e depois com a colocação de cadeiras em todo o Estádio.


A Velhinha Luz despediu-se dos adeptos no dia 22 de Março de 2003. Foram 49 anos de história, de um dos maiores Estádios do Mundo a que apelidaram de Catedral.

BILHETES DA ÉPOCA










VIDEOS


CAMPEONATO NACIONAL


SETUBAL 0 - BENFICA 1


CHAVES 0 - BENFICA 1


BENFICA 4 - AVES 0 


BENFICA 1 - BOAVISTA 0


ACADÉMICA 0 - BENFICA 1


PENAFIEL 0 - BENFICA 2


BELENENSES 0 - BENFICA 1


BENFICA 4 - CHAVES 0


SALGUEIROS 1 - BENFICA 1


BENFICA 3 - GUIMARÃES 1


SPORTING 0 - BENFICA 0


BENFICA 2 - COVILHÃ 0





 SUPERTAÇA


PORTO 0 - BENFICA 0


MARITIMO 1 - BENFICA 2


BENFICA 2 - PENAFIEL 0


BENFICA 1 - SPORTING 2




TAÇA DE PORTUGAL


BENFICA 5 - SPORTING 0


BENFICA 2 - PORTO 1


BENFICA 4 - PENAFIEL 1


FINAL DA TAÇA BENFICA 2 - BELENENSES 0





TAÇA DOS CAMPEÕES

BENFICA 2 - SAMPDORIA 0


SAMPDORIA 1 - BENFICA 0


BENFICA 2 - DUKLA DE PRAGA 1


DUKLA DE PRAGA 1 - BENFICA 0


GRANDES NOMES

JOÃO PINTO


João Manuel Vieira Pinto. Porto, nasceu a 19 de Agosto de 1971. 




A precocidade sempre caracterizou João Pinto. Fez-se cedo homem, cedo foi pai, também cedo campeão de futebol, cedo ainda ícone do Benfica. Tudo tão cedo, tão cedo, que cedo abandonou o Benfica, apesar das oito épocas ininterruptas que fez, cinco das quais como capitão. E talvez mais cedo do que possa vaticinar-se, porque nele tudo acontece cedo, venha a ser reabilitado no gigantesco universo benfiquista. Não será tarde, mas muito menos cedo ainda.



No Bairro do Falcão, na cidade do Porto, começou a subir-lhe a temperatura da bola, do jogo. “Só imaginava uma coisa na vida: ser jogador de futebol. Se não o fosse seria, certamente, um frustrado. Era um puto reguila, vivia num bairro de gente pobre, jogava futebol, fazia algumas patifarias. As maiores? Sei lá, roubar fruta nos pomares vizinhos, subindo árvores, desafiando o perigo. E, vivendo num bairro camarário, apesar de não ser de barracas ou de casas degradadas, percebi muito cedo como a pobreza dói. Mas, nunca me faltou uma bola de futebol e com uma bola de futebol eu sentia-me a criança mais feliz do Mundo”. Aos oito anos, apresentou-se nas Antas com a esperança de aprender, na escola de Oliveira e Gomes, o mesmo que Chalana ou mais tarde Futre, o quarteto nacional que sempre o deixou atónito. “Alguém olhou para mim com desconfiança, dizendo, quase em jeito de gozo, que voltasse mais tarde”. Jamais o fez.



Ainda que entuchado, prosseguiu viagem. Optou pelo Águias da Areosa e um belo dia fez, em Pedrouços, três golos ao FC Porto, que a sede de vingança, essa, torturava-o. Aproximou-se o Boavista, com passe social e dinheiro para os estudos. Respondeu afirmativamente. Dois dias depois, à investida portista, o não foi rotundo.



Na frutuosa oficina do Bessa, João Pinto amadureceu. Dele não prescindia a Selecção Nacional, qualquer que fosse o escalão etário. À fama chegou ao sagrar-se campeão do Mundo em Riade, na Arábia Saudita. Também cedo, como tudo o resto, tinha apenas 18 anos, partiu para Madrid, com a fixação de jogar ao lado de Paulo Futre, no clube do polémico Jesus Gil e Gil. Acabou por ir parar ao Atlético Madrileño, para pouco depois ser devolvido à procedência. No Boavista só ficou uma temporada, mas a tempo de ainda bater o FC Porto, em 91/92, na final da Taça de Portugal. E de bisar no Campeonato do Mundo de juniores, feito único no panorama do futebol internacional.




Por 500 mil contos, Jorge de Brito convenceu Valentim Loureiro a desfazer-se da jóia da coroa axadrezada. Já no Benfica, conquistou de pronto mais uma Taça, uma vez que o Nacional se escapou num dos derradeiros suspiros. Com o ídolo Paulo Futre ao seu lado. Mais Veloso, Mozer, Vítor Paneira. Mais dois jovens em franca ascensão, Paulo Sousa e Rui Costa.



No inicio do Verão de 93, uma onda de autoflagelo abateu-se sobre a Luz. Antes não passasse de uma rábula, mas a coisa foi mesmo séria. Sem ver a cor do papel, Pacheco e Sousa rescindiram os contratos e passaram-se para o eterno rival. João Pinto também denunciou o contrato e comprometeu-se com o Sporting. Em Torremolinos, ande se encontrava de férias, foi resgatado por um convincente Jorge de Brito. Regressou. Na Sala de Imprensa do parque de jogos benfiquista teve uma recepção apoteótica… como se novel recruta fosse. “Burlão”, chamar-lhe-ia Sousa Cintra.




Porque não há duas sem três, ele que já antes de ingressar no Benfica tão próximo esteve do Sporting, desfeita maior haveria de fazer no Maio seguinte. Com Carlos Queiroz no comando, Alvalade ardia na esperança de pôr termo a longo jejum no Campeonato. Ao Benfica só a vitória interessava, sinónimo era da conquista do titulo. Começaram melhor os donos da casa, 1-0 e 2-1 (já golo do João) foram vantagens registadas. Sublime, arrancou para a mais fulgurante de quantas exibições fez. Antes do intervalo, já era de júbilo o ambiente nas hostes rubras. Mais dois golos marcou, invertendo os números do placar. Triságio fez. O Benfica bateu o Sporting, por 6-3. Era, finalmente, campeão nacional.



O génio de João Pinto, continuou a deslumbrar. Diziam os críticos, não poucas vezes, que às costas carregava a equipa. Até que um dia, num daqueles absurdos que a negro pintam a História, do Benfica receberia guia de marcha. O Menino de Ouro. Cedo, muito cedo, demasiado cedo.



O MENINO DE OURO