sexta-feira, 22 de julho de 2016

GRANDES NOMES

PÉRIDIS



O seu nome é Pérides ou Péridis? De facto, deve ler-se Péridis uma vez que é um nome grego, do apelido do pai, um cidadão helénico radicado em Moçambique.

Da união com uma moçambicana nasceu José Péridis, que desde muito cedo começou a demonstrar enormes aptidões para a prática do futebol.

Embora mais novo e menos adiantado nos estudos, foi colega de Costa Pereira no Colégio " Instituto Portugal".

Em 1953, mudou-se para a então Lourenço Marques ( hoje Maputo ) e ingressou no Desportivo local. Nesse mesmo ano e sem nunca ter jogado pelo clube, foi convencido por um antigo estudante de Coimbra, o Dr. Paulino, a ingressar na Académica para prosseguir os estudos e jogar futebol.



Actuando como centro campista ( médio de ataque ou interior direito ), brevemente começou a ter oportunidades de poder aparecer na equipa principal. Nessa mesma época, a Académica treinada pelo "Mestre" Cândido de Oliveira esteve em riscos de descer à 2ª Divisão. A "Briosa" viu-se obrigada a disputar dois jogos com o Vitória de Guimarães ( então no escalão secundário ) para assegurar a continuidade na prova máxima do futebol português. Em Guimarães, registou-se um empate a uma bola ( Pérides marcou o golo dos estudantes ) e depois, em Coimbra, vitória caseira por 1 - 0.

No Verão de 1956 transferiu-se para o Sporting com um contrato de 200 contos por três épocas e ordenado mensal de 2500$00.

Dele dizia-se que se quisesse podia ser um futebolista excepcional, ou então, como afirmava o arquitecto Anselmo Fernandez ( dirigente e treinador dos "leões" na época em que o Sporting venceu a Taça dos Vencedores das Taças) que ao Pérides faltava-lhe um "quase nada" para ser um autêntico "craque".

Em 1957, alcançou a sua primeira internacionalização num Portugal "B" - França "B".

Devido à sua irregularidade exibicional, o Sporting cedeu-o durante uma época ( 1960 / 61 ) à filial da Covilhã. Após uma temporada brilhante no clube "serrano" ( quase sempre a interior direito ), regressa ao Sporting na época seguinte, para trabalhar sob as ordens de Otto Glória.



Está intimamente ligado à maior conquista do Sporting a nível internacional, a Taça dos Vencedores das Taças de 1963 / 64, visto que disputou o jogo da "finalíssima" contra o MTK de Budapeste ( 1 - 0, com o famoso canto de Morais ). Na final, tinha-se registado um empate a 3 golos.

Actuou pela Selecção "A" em duas ocasiões ( enfrentando o Luxemburgo e a Inglaterra ), em jogos de qualificação para o Campeonato do Mundo de 1962 ( Chile ). Foi também internacional militar.


Findo o contrato que o ligava ao Sporting, ingressou no Benfica na época de 1964 / 65, naquela que, aliás, seria a única. Os benfiquistas alcançaram a final da Taça dos Campeões Europeus ( derrota com o Inter por 0 - 1, em Milão ) e Pérides disputou os jogos referentes aos quartos-de-final contra o Real Madrid ( 5- 1 e 1 - 2 ) e às meias-finais contra o Vasas Gyor ( 1 - 0 e 4 - 0). Para o jogo da final contra o Inter, em San Siro, foi preterido em favor de Neto, tendo em conta os dotes de marcação deste ( recorde-se que o "cérebro" do conjunto milanês era o espanhol Luisito Suarez e que em representação do Barcelona já tinha defrontado o Benfica em 1961 na final da T.C.E. em Berna ).