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domingo, 12 de junho de 2016

GRANDES NOMES

AIMAR


Pablo Aimar é dono de uma técnica apuradíssima aliada a uma grande velocidade, permitindo-lhe ser um meia organizador de jogo e desequilibrador em simultâneo. Aimar possui ainda uma grande visão de jogo, o que lhe faz criar linhas de passe para fazer assistências aos companheiros de equipa.

Carreira

River Plate



Pablo César Aimar Giordano, "El Mago", iniciou a sua carreira futebolística no River Plate, e com apenas 19 anos já era o ídolo do clube. Jogou na Primeira Divisão a 11 de agosto de 1996. E marcou o seu primeiro gol a 20 de fevereiro de 1998 quando jogava contra o Rosario Central. Na época em que ainda jogava no River Plate, Aimar jogou ao lado de Javier Saviola, com quem jogou também no Benfica.
O Pablo Aimar sempre foi quarto jogador do meio,ou seja,atuando como um meia atacante,podendo jogar ou pelos lados ou centralizado sempre mais a frente distribuindo o jogo e fazendo gol.

Valencia


Na temporada 2000/01 foi transferido para o Valencia C.F. onde jogou com a camisola 21, onde pôde mostrar e desenvolver as suas qualidades futebolísticas. Pablo Aimar é ainda hoje um dos grandes símbolos do Valência. Na época 2006/2007 saiu do clube.

Zaragoza


Transferiu-se na temporada 2006-2007 para o Zaragoza onde jogou com número 8 durante dois anos. Este foi o período mais conturbado da carreira do jogador, devido a constantes lesões.

Benfica


Depois de duas temporadas no Zaragoza marcadas por sucessivas lesões e fraco rendimento desportivo, na pré-temporada de 2008/2009, Aimar assinou um contrato de quatro anos com o Benfica, numa transferência que rendeu ao Zaragoza cerca de 6,5 milhões de euros, passando desta forma o clube português a deter 100% dos direitos desportivos do jogador, Pablo Aimar herdou de Rui Costa a camisola com o número 10. A primeira temporada no clube lisboeta não correu muito bem, mas na época seguinte (2009/2010) brilhou juntamente com o seu velho amigo Javier Saviola.


Nessa mesma época, Aimar deu mostras da sua classe e do porquê de Diego Armando Maradona, "el Pibe" , afirmar que "o único jogador por quem valia a pena pagar bilhete era Pablo Aimar. No jogo da terceira jornada do Campeonato Nacional, Aimar marcou um golo de levantar o estádio ao Vitória de Setúbal quando recuperou a bola junto à área do adversário, passou a bola por cima do defesa e bateu o guarda-redes. O seu outro grande momento aconteceu quando saltou do banco para desempatar e espalhar o perfume da sua magia frente ao Sporting Clube de Portugal, inclusivamente fechando a contagem com uma jogada espectacular em que driblou o jovem guarda-redes do Sporting, Rui Patrício. Nesse ano, ajudou o Benfica a vencer o campeonato nacional e a Taça da Liga.

Começou a pré-época 2010/2011 com grande fôlego fazendo 2 golos. Aimar começou a estar numa grande forma nessa época depois do jogo com o Setúbal onde Aimar demonstrou uma qualidade inegável, manteve-se a um nível excepcional fantástico e marcou um golo. No jogo contra o Paços de Ferreira, Aimar abriu a contagem tendo pegado na bola antes da linha de meio-campo, sem largar a bola fintou três adversários e rematou sem hipótese de defesa para o guarda-redes contrário. Foi um golo que fez levantar o estádio e inclusive fez lembrar Maradona que no dia seguinte faria 50 anos.


Com a possível perda de capitães como Nuno Gomes o nome de Aimar aparece como um dos possíveis sub-capitães da equipa, devido à sua experiência e liderança dentro de campo e tambem fora dele. O internacional argentino cumpriu o seu primeiro jogo a capitão, num jogo em que o treinador deixou os capitães no banco, este jogo aconteceu a 17 de Abril de 2011 num jogo contra o Beira-Mar em que até marcou um golo mas que veio a ser anulado[1]

Aimar é nomeado sub-capitão, começou a época de 2011/2012 com grandes exibições, ajudando o Benfica a se qualificar para a Liga dos Campeões. Nesta mesma competição fez um golo frente ao poderoso Manchester United, qualificando assim o Benfica para os oitavos-de-final. Aimar continua-se a assumir como um dos pilares da equipa e um dos mais utilizados. No dia 6 de junho de 2013, anunciou sua saída do clube português.

Johor FC


No dia 13 de setembro de 2013, Pablo Aimar anunciou que será jogador do Johor FC, da Malásia. O ex-jogador do Benfica assinou um contrato válido para os próximas cinco anos.[2] Em abril de 2014, foi dispensado por problemas físicos.[3]

Seleção nacional


Jogou pela seleção sub-17, e faz parte da seleção principal da Argentina, participou no Mundial da Coreia/Japão, em 2002 e na Alemanha em 2006, usando o número 16. A sua excelente forma no Benfica, fez com que aos 29 anos, após 2 anos de ausência nas convocatórias para jogos internacionais da sua selecção, fosse convocado pelo selecionador da Argentina, Diego Maradona, para os jogos decisivos da fase de apuramento sulamericana para o Campeonato do Mundo de 2010 na África do Sul contra o Peru, a 10 de Outubro de 2009, e o Uruguai, a 14 de Outubro de 2009, foi titular contra o Peru e fez um magnifico jogo.[4]

Títulos

River Plate

Campeonato Argentino (Apertura): 1997, 1998
Campeonato Argentino (Clausura): 2000
Supercopa Libertadores: 1997

Valencia

Campeonato Espanhol: 2001-02, 2003-04
Taça UEFA: 2003-04
Supercopa Europeia: 2004

Benfica

Primeira Liga: 2009/2010
Taça da Liga: 2008-09, 2009-2010, 2010-11, 2011-12

Seleção Argentina

Sul-Americano Sub-20: 1997, 1999
Mundial Sub-20: 1997

Distinções pessoais

Melhor jogador sul-americano do campeonato espanhol (Trofeo EFE) para a temporada 2005-2006
Terceiro melhor jogador do campeonato sul-americano em Espanha (troféu EFE) para a temporada 2001-2002
Incluído em Equipo Ideal de América: 1999
Incluído em Equipo Ideal de América: 2000
Melhor marcador da Eusébio Cup (com outro dois jogadores): 2011 (1 golo)



APRESENTAÇÃO AOS SÓCIOS


O Torino deve ser o adversário do Benfica no jogo de apresentação aos sócios. O embate ainda não tem data definida, mas irá realizar-se, ao que tudo indica, uma semana antes da Supertaça e poderá ser o último teste das águias antes do início das competições oficiais.
No entanto, este jogo de apresentação terá um cariz diferente uma vez que não coincide com a Eusébio Cup. O jogo que homenageia o Pantera Negra vai também realizar-se mas será noutra data e frente a um adversário diferente. Desde 2008, altura em que se realizou a primeira edição da Eusébio Cup, que a partida servia igualmente para apresentar a equipa aos sócios.
O Torino, além de ser uma equipa competitiva e que pode oferecer forte oposição às águias, tem também uma ligação sentimental com o emblema da Luz, devido ao trágico episódio ocorrido a 4 de maio de 1949.
Um avião que transportava a comitiva do Torino despenhou-se quando se preparava para aterrar em Turim e as 31 pessoas a bordo morreram. A equipa vinha de Lisboa, depois de ter realizado um particular com o Benfica , que serviu para homenagear o capitão Ferreira. As boas relações entre os dois clubes mantém-se nos dias de hoje e em 2014, na final da Liga Europa em Turim, as águias voltaram a homenagear as vítimas.

ÉPOCA DE 1969/70

PLANTEL


Eusébio, Jaime Graça, Jacinto, Cruz, Simões, Nascimento, Coluna, Torres, Humberto Fernandes, José Henrique, Adolfo, Malta Da Silva, Raul Águas, Humberto Coelho, Toni, Praia, Zeca, Abel, Né-Né, Artur Jorge, Matine, Diamantino, Vitor Martins, Fonseca, Marques, Calado, Messias, Porfirio, Antoninho, Tomás

TREINADOR

OTTO GLÓRIA


MELHOR MARCADOR

EUSÉBIO - 25 GOLOS



RESULTADOS




CRÓNICA DA ÉPOCA

O Sporting conquistou o Campeonato Nacional da I Divisão de 1969/70 com todo o mérito, batendo a concorrência em toda a linha. Desde a primeira jornada, em que goleou o Braga em Alvalade por 4x0, até à última jornada, em que o leão venceu no Estádio do Mar o Leixões por 2x5, o Sporting passeou classe e mostrou-se sempre sólido e seguro.
Uma vitória em casa sobre o Benfica (1x0) e um empate na Luz, a que se juntou a dupla vitória sobre o FC Porto, ajudam a explicar os oito pontos de avanço para o segundo (Benfica).
Uma única derrota em Coimbra (3x0) foi a nódoa num percurso imaculado, em que salienta o empate cedido em casa contra o Varzim.

O grande destaque da prova, pela negativa, foi o FC Porto, que se arrastou ao longa da competição, terminando num impensável 9.º lugar, a 24 pontos da liderança e somente cinco pontos acima do Sp. Braga, o primeiro dos despromovidos. O outro seria o União de Tomar, último classificado com apenas 14 pontos.

PRESIDENTE

DR. BORGES COUTINHO

Sócio do clube desde 1959 e posteriormente "Vitalício", era um homem extremamente educado, tendo mesmo sido considerado por alguns como um verdadeiro "gentleman". De excelente trato social, representou como ninguém o clube junto das mais altas instâncias sociais, políticas e desportivas, em Portugal e no mundo. Proposto pelo sócio Francisco Mata, desempenhou em 1964 um cargo na Direcção dos Assuntos Administrativos e Instalações Sociais. Foi também administrador do jornal e vice-presidente da Comissão Central.
Em 12 de Abril de 1969 os sócios elegeram-no presidente da Direcção, o que voltou a acontecer em 3 de Julho de 1971, 31 de Março de 1973 e 24 de Junho de 1975. Em 1973-1974 pertenceu à Comissão da Sede, tal como em 1975-1976. A "Águia de Ouro" foi-lhe atribuída através de proposta aprovada na Assembleia Geral de 14 de Março de 1973, pelos relevantes serviços prestados ao clube.

VIDEOS


CUF 0  - BENFICA 2




SPORTING 1 - BENFICA 0 




TCE - CELTIC 3 - BENFICA 0 




BENFICA 3 CELTIC 0


DIVERSOS






GRANDES NOMES

ÁLVARO


Não deixa de ser intrigante ler o nome do Cracks de Lamego na lista de títulos nacionais de futebol juvenil. Era lá que jogava, ainda menino, o raçudo Álvaro. Está talvez explicado. Como explicado está o sucesso que teve na Académica, já sénior, ao ponto de suscitar a cobiça dos mais prestigiados emblemas desportivos da nossa praça. Ganhou o Benfica a corrida. E ganhou também um jogador modelar. Sério e combativo. Que não era nenhum prodígio. Sabia-o bem. Como sabia até onde poderia ir. Optimizou os seus recursos. Marcou território. E fez história.


Começou a vestir a farda vermelha na época 81/82. Veloso e Pietra tinham, nessa altura, o grosso das despesas defensivas nas laterais. Tarefa assaz difícil, a de Álvaro, perante dois companheiros tão experimentados. Nos dois primeiros anos, jogou de forma algo descontinua, mas raramente deixava de integrar as convocatórias. Sempre paciente e abnegado.

Em 83/84, protagonizou a sua mais sensacional temporada. Foi o único totalista da equipa nos jogos do Nacional, que o Benfica ganhou de forma categórica. A asa canhota, com Álvaro e Chalana, aos adversários não dava nunca sinais de misericórdia. Era um Benfica à esquerda, um pouco coxo até, tão grande era o pesos dos dois jogadores no edifício táctico. Assim foi também na Selecção Nacional, no Europeu de França, desse mesmo ano. À boleia de Chalana, mas com muito mérito pessoal, Álvaro colheu a preferência de muitos jornalistas internacionais que o reputaram como sendo o melhor lateral-esquerdo do Velho Continente.

Manteve-se no auge até ao final de 1988. De permeio, jogou o Mundial do México, no flanco dextro da cortina defensiva, relegando o portista João Pinto para o banco de suplentes. No Benfica foi campeão nacional quatro vezes, conquistou outras tantas Taças de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira.


Anos mais tarde, como treinador adjunto, marcou a retoma alvi-rubra, com a Taça (2003/2004, ao lado de Camacho) e o Nacional (2004/2005, junto a Trapattoni).

Para além da final da Taça UEFA, disputou o embate decisivo dos Campeões, em 1988, frente ao PSV, mas já não marcaria presença, dois anos depois, na discussão do título europeu com o Milan. Foi quando Eriksson optou pelo defesa central Samuel, colocando-o à canhota, com Álvaro, Fernando Mendes e Fonseca, todos defesas esquerdos, no plantel. “Não ter jogado essa partida foi um dos momentos mais tristes da minha carreira”, reconhece.

Despediu-se no termo da época 89/90, com o Belenenses, no Estádio da Luz. Dele ficaram vestígios, mais de uma década depois reforçados, do seu amor à camisola.



Épocas no Benfica: 9 (81/90)

Jogos: 263
Golos: 9

Títulos: 4 CN, 4 TP e 1 ST

Regressou ao Benfica como treinador-adjunto.


sábado, 11 de junho de 2016

AS MENTIRAS DO TRINCA BOLOTAS

PEDITÓRIO PARA FAZEREM O PAVILHÃO

20 DE MARÇO DE 2016


ESTÁ PAGO!!!!!!!!!!



EM 11/06/2016

O Sporting anunciou, através da sua página no Facebook, que a Missão Pavilhão está "cumprida", deixando um agradecimento "aos milhares de sportinguistas que tornaram o sonho realidade". Os leões já tinham anunciado a continuidade da campanha até aos 10 milhões de euros em donativos, mais 400 mil do que o valor do Pavilhão João Rocha (9,6). Uma verba que será aplicada, como Bruno de Carvalho revelou em Março, em melhoramentos no Multi-desportivo que se situa no complexo Alvalade XXI.

Recorde-se que a inauguração do Pavilhão João Rocha está prevista para Março do próximo ano.

ESTE HOMEM EN CADA 10 COISAS QUE DIZ, 11 SÃO MENTIRA
AFINAL SÓ HOJE É QUE FICOU PAGO

PARA QUANDO O PAGAMENTO DE 58.000 EUROS QUE DEVEM AO BENFICA?





ULTIMA HORA


DE  SALIENTAR O 4º LUGAR DA MAIOR POTÊNCIA DESPORTIVA NACIONAL



VERGONHOSO


É A PALAVRA QUE ENCONTRO PARA FALAR SOBRE A ATITUDE QUE O GRUPO DO FACEBOOK "BENFICA UM AMOR DE VIDA" TEVE PARA COMIGO NESTE MOMENTO.
VERGONHOSO PORQUE ACABEI DE SER BANIDO, POSSIVELMENTE POR PUBLICAR NOTICIAS E A HISTÓRIA IMPAR DO NOSSO CLUBE ÉPOCA A ÉPOCA, E DOS GRANDES JOGADORES QUE PASSARAM PELA GLÓRIA DE REPRESENTAR O NOSSO BENFICA. ISTO NÃO É NEM NUNCA SERÁ UMA ATITUDE DE VERDADEIROS BENFIQUISTAS, PORQUE ESSES NÃO SE ESCONDEM ATRÁS DE UM GRUPO PARA EXERCER A CENSURA, SOBRE QUEM TENTA DAR O MELHOR PARA QUE SE DÊ A CONHECER AINDA MAIS A HISTÓRIA E A GLÓRIA DO NOSSO GRANDE BENFICA.
POR TUDO ISTO AQUI FICA O MEU REPÚDIO PELA ATITUDE QUE ESTE GRUPO QUE SE DIZ DE BENFIQUISTAS MAS QUE NA REALIDADE DE BENFIQUISMO NADA TÊM, ISTO NÃO ESTÁ NOS PERGAMINHOS DA NOSSA HISTÓRIA, SEMPRE FOMOS UM CLUBE DEMOCRÁTICO ONDE TOGA A GENTE É LIVRE DE PENSAR, ESCREVER E DIZER O QUE QUISER EM PROL DO BENFICA. 
PREJUDICADOS SÃO TODOS OS QUE FAZEM PARTE DESSE "GRUPO" AO NÃO PODEREM VER A HOMENAGEM QUE PRESTEI À MOMENTOS AO GRANDE NOME QUE FOI COSME DAMIÃO QUE FAZ HOJE 69 ANOS QUE FALECEU.

PEÇO A TODOS QUE PARTILHEM ESTA VERGONHA

GRANDES NOMES

COSME DAMIÃO

FAZ HOJE 69 ANOS QUE FALECEU COSME DAMIÃO


No que diz respeito a leitura sobre o Sport Lisboa e Benfica, sou um leitor exigente. Não me contento com qualquer malheirice, quando folheio algum livro sobre o SL Benfica com potencial para me interessar – à primeira vista, qualquer um – gosto de o fazer sem a sensação que eu conseguiria fazer melhor (sensação essa que adquiri, exageradamente e sem fundamento, ao longo do tempo). O livro de Ricardo Serrado, Cosme Damião – O Homem Que Sonhou O Benfica, foi um dos que me cativou a atenção e obteve o prémio da compra.
 Ricardo Serrado é um historiador dedicado ao futebol. Tem tentado desmistificar e dar a conhecer a história do futebol português, segundo o próprio, com “crédito, rigor e conteúdo”, abstraindo-se de exaltações clubísticas. Já conhecia outro livro seu, de alto valor para a história do futebol português, do qual falarei noutra altura. Reconheço-lhe mérito no trabalho de investigação, que tal como o autor diz, criticando outros, deve conferir “credibilidade” e “honestidade intelectual”. No entanto…

O livro tem erros, começo, então, por apontar os que encontrei e seriam facilmente detectáveis numa revisão editorial.
É referido no livro que José Rosa Rodrigues, o primeiro presidente do Sport Lisboa, foi um dos dissidentes para o Sporting em 1907, isso não é um facto, dois dos dissidentes foram sim os seus irmãos António e Cândido. Talvez venha daí a confusão, que não deveria ter seguido para edição impressa e comercializada. Este erro ajuda a criar mitos e significados que o autor pretende fazer cair com o seu trabalho.

Ricardo Serrado refere-se ao Benfica, quando escreve sobre o primeiro dérbi entre o Sport Lisboa e o Sporting CP, deve referir exclusivamente o Sport Lisboa, clube que disputou esse jogo, e nunca como “o Benfica”.
O autor refere o “primeiro campeonato terminado pelo Sporting” quando fala do primeiro campeonato disputado pelo Sporting. Está a fazer referência ao facto do Sporting CP, constantemente, desistir do Campeonato Regional, mas isso acontece nos campeonatos seguintes. O primeiro terminado coincide com o primeiro disputado. No meu entender, o autor deveria aludir a esse facto, apenas, mais à frente.
Estou quase certo que há um engano quando um jogador do Fortuna de Vigo é referido como andaluz em vez de galego.
O clube designado como Third Larnack era o Third Lanark, o Earling é o Ealing, que ao contrário do referido no livro não era a equipa vencedora da FA Amateur Cup.


Quanto ao conteúdo propriamente dito, o livro começa por relatar a forma como a Casa Pia influenciou o carácter de Cosme Damião e como a instituição foi a base para a fundação do que é hoje o Sport Lisboa e Benfica. Não é apenas a história de Cosme Damião que é descrita mas também, indissociavelmente, a génese e parte da história do Sport Lisboa e Benfica, das suas estruturas e do seu ambiente social. Referem-se as dificuldades vividas durante as primeiras décadas da vida do clube, como isso influenciou a sua popularidade, e como Cosme Damião foi influenciador dos seus valores. Desde os tempos em que não era figura de proa, passando pelo aproveitamento da dissidência para o Sporting CP para se impor, até ao momento em que Cosme Damião “era o Benfica” e o seu final no Benfica. Através das suas acções e das suas obras descortinamos o carácter de Cosme Damião.

A leitura permite-nos perceber como Cosme Damião foi determinante na sobrevivência do Sport Lisboa após a dissidência de 8 jogadores da equipa de 1ª categoria para o Sporting. Como, foi importante na negociação de terrenos e construção do estádio de Sete Rios e, mais tarde, do das Amoreiras, apelando também à contribuição popular, que ajuda com jogadores, sócios e dirigentes nos trabalhos de construção do estádio. Momentos em que o povo criou ligações com o clube, porque vê crescer algo seu e sente mais próximo o engrandecimento do clube. Estas dificuldades criam uma ligação popular ao clube – pois, viscondes não precisam de construir com as próprias mãos – e mais fácil de transmitir de pai para filho. Estava formado um clube onde as pessoas não se importam de tomar banho de água fria, de jogar à chuva e de trabalhar ao domingo para o colectivo.

A saída de Cosme Damião do seu SL Benfica ajuda a definir o seu percurso até aí. Em 1926, surgiu uma lista concorrente à sua nas eleições do clube, lista essa que o convidou a ser presidente caso fosse eleita – cargo que nunca quis ocupar no SL Benfica –, apesar de divergirem quanto à orientação que o clube devia seguir. Para Cosme Damião era um acérrimo defensor do amadorismo, num momento em que o clube já se ressentia dessa prática, não concebia a ideia de pagar a alguém para jogar no SL Benfica; dizia mesmo “Não há jogadores que queiram jogar por amor ao clube?” Perdeu as eleições e recusou integrar a lista rival, retirou-se. Teve muitos convites para regressar, apenas aceitou ser presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Durante grande parte do livro, questionei a razão de não ser abordada a vida privada de Cosme Damião, mais tarde é abordada: não tinha. Durante mais de 20 anos abdicou da sua vida privada pelo SL Benfica, sem nunca receber remuneração. Dedicou-lhe apenas tempo depois de abandonar o activismo no SL Benfica.


Foi admirado até pelos seus opositores. No capítulo em que se fala sobre a sua morte, o seu legado e o que ele criou (o Sport Lisboa e Benfica) chorei baba e ranho.

No último capítulo, sobre a mística benfiquista, o autor alonga-se demasiado falando de Sporting CP e FC Porto. Se vejo méritos ao capítulo, por situar Cosme Damião na origem da mística, não vejo necessidade de se explorar tanto temas que não lhe dizem respeito. Creio que o autor teria matéria para escrever outro livro e não deveria ter sido explorada neste.

Concluo dizendo que, apesar de por vezes repetitivo, é um bom livro e aborda uma parte importante da história de Portugal. Devia ser leitura escolar entre o 5º e 6º anos.

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COSME DAMIÃO



VITÓRIAS E PATRIMÓNIO - COSME DAMIÃO


SLIMANI - Um exemplo de Sportinguismo

Tribunal declara arresto de bens ao "talibã" Slimani


O Tribunal de Primeira Instância de Lisboa decretou o arresto de vários bens de Islam Slimani, como providência cautelar para exigir ao jogador do Sportingo pagamento de uma dívida ao antigo empresário Chokri Yousfi.

A notícia foi revelada este sábado pelo jornal A Bola, que publica uma folha da decisão judicial.

A dívida em causa é de 183 mil euros e diz respeito a comissões que o empresário considera não terem sido pagas. Recorde-se que entretanto Slimani rescindiu com Chokri Yousfi, tendo assinado pelo italiano Federico Pastorello, não tendo sido já, portanto, o empresário argelino a tratar da renovação de contrato com o Sporting alcançada no início da última época.

Ora por isso, o empresário recorreu para tribunal, que ordenou agora o arresto dos saldos bancários de vários bens: das contas de Slimani em Portugal, dos créditos de IRS e IVA que o jogador venha a ter, de dois automóveis que o avançado tem registados em Portugal e de um terço do vencimento que Slimani recebe do Sporting.

Na base desta decisão, explica o tribunal, está a iminência da transferência do jogador para fora de Portugal, o que tornaria praticamente impossível ao referido tribunal proceder à cobrança da dívida.

ÉPOCA DE 1968/69

PLANTEL


Cavem, Eusébio, Jaime Graça, Raul Machado, Jacinto, Cruz, Simões, Nascimento, Coluna, Torres, Humberto Fernandes, José Henrique, Adolfo, Malta Da Silva, Raul Águas, Humberto Coelho, Toni, Praia, Zeca, Abel, Né-Né, Manuel José, Abrantes, Pavão

TREINADOR

OTTO GLÓRIA


MELHOR MARCADOR

EUSÉBIO - 29 GOLOS



RESULTADOS




CRÓNICA DA ÉPOCA

Ao contrário do Campeonato anterior, na edição do Campeonato Nacional de 1968/69 o Benfica não teve um passeio descansado para título, sempre vigiado de perto pelo FC Porto.


Longe do duo da frente esteve um irreconhecível Sporting, que terminou em quinto, com os mesmos pontos (30) que o sexto classificado (Académica). A verdade é que as duas grandes sensações da prova foram o Vitória do Setúbal, mas principalmente o Vitória de Guimarães, terceiro, a apenas três pontos do líder e a um do FC Porto, conseguindo pela primeira vez um terceiro lugar para o clube da Cidade Berço, feito que só voltaria a ser repetido já nos anos 80...

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TCE - AJAX 1 - BENFICA 3

TCE - BENFICA 1 - AJAX 3



TCE - AJAX 3 - BENFICA 0 (JOGO DESEMPATE)



SPORTING 0 - BENFICA 0




INTERNACIONAL 2 - BENFICA 1




JAPÃO 0 - BENFICA 0




DIVERSOS






GRANDES NOMES

ISAÍAS

Foi um dos melhores jogadores estrangeiros a alinhar no futebol português numa era onde só uma elite podia singrar num grande. Durante mais de meia década foi o coração e alma da última grande geração a brilhar no estádio da Luz. Chamavam-lhe a força da Natureza mas Isaías era mais do que isso, um verdadeiro profeta.


Quem não se lembra do pontapé canhão de Isaías a rasgar as redes de qualquer clube da Primeira Divisão. No antigo estádio das Antas travou duelos que ficaram para a história com Vítor Baía. Na Luz levantava o estádio como nenhum outro. Era rápido, possante e com um sentido de posicionamento único. Juntamente com João Vieira Pinto, Rui Costa e Vítor Paneira liderou o ultimo grande meio campo da equipa encarnada. Depois de ter entrado em Portugal pela porta pequena saiu como uma estrela e acabou mesmo por vestir a camisola das quinas…mas na então imberbe selecção de futebol de praia. Muitos suspiraram pela naturalização e sugeriu-se que fosse o primeiro brasileiro a jogar pela equipa de Portugal, uma década antes de Deco. Na Luz deixou saudade, vítima da limpeza de balneário de Artur Jorge, mas não há adepto do bom futebol em Portugal que não sinta nostalgia do profeta.
 
A grande noite da sua carreira foi provavelmente a épica vitória encarnada em Highbury Park, onde apontou os dois golos que eliminaram o Arsenal e permitiram ao SL Benfica entrar na fase decisiva de grupos da Champions. A equipa então orientada por Erikson acabaria por ser eliminada pelo Dream Team de Cruyff, mas o nome de Isaías ficou na retina de todos. Estávamos em 1991 mas o médio ofensivo tinha já chegado a Portugal há seis anos. Depois de ter feito no Brasil carreira no Riofriense, chegou em 1987 ao Rio Ave, já com 24 anos. Um ano em Vila do Conde foi suficiente para dar o salto para o Boavista, que começava a gerar a equipa que ia assumir-se como quarto grande. Dois anos de alto nível no Bessa garantiram uma transferência memorável para o Estádio da Luz. Chegou a uma equipa em alta, depois de duas finais da Taça dos Campeões, mas a precisar de renovação face à idade de alguns dos veteranos titulares. Aposta pessoal de Sven Goren Erikson, o médio rapidamente provou que tinha valor para se impor como titular. Por essa época os duelos entre FC Porto e SL Benfica eram verdadeiramente de vida ou morte e foi 


ai que se começou a notar o carácter do médio, capaz de suportar a pressão das Antas e de levantar os adeptos na Luz. Esteve ao serviço das águias cinco anos. Nesse período realizou 168 jogos e apontou 69 golos, alguns dos quais verdadeiramente memoráveis e capitais para o titulo conseguido em 1991. Em 1993, a saída dos elementos chave do meio campo, Paulo Sousa e Pacheco para o Sporting, antecipou uma época que parecia complicada. Uma goleada em Setúbal por 6-3 parecia condenar o Benfica mas então Isaías imergiu como líder da quadrilha. O técnico Toni decidiu apostar num onze altamente ofensivo onde o brasileiro convivia com João Vieira Pinto, Stefan Schwarz, Alexander Mostovoi, Vasili Kulkov, Vítor Paneira, Rui Costa, Yuran e César Brito, naquela que foi a última grande geração encarnada. Com esta equipa o Benfica viveu na mesma época dois jogos inesquecíveis. O empate a 4 em Leverkusen, um jogo impróprio para cardíacos, e a mítica vitória por 3-6 em Alvalade contra o Sporting, que consagrou JV Pinto e ofereceu de bandeja o titulo aos encarnados depois de a meio da época terem sido descartados da luta pelo titulo. Uma vitória épica mas que seria a última para o médio.
 No ano seguinte foi dispensado por Artur Jorge, novo treinador encarnado, e rumou à Premier League para actuar pelo Coventry City. Aí passou duas épocas onde apenas jogou meia dúzia de jogos. Incapaz de se adaptar ao jogo inglês, voltou para Portugal onde teve direito a uma segunda juventude no então recém-promovido Campomaiorense. No Alentejo esteve dois anos estando na equipa que logrou o feito de chegar à final da Taça de Portugal, perdida com o Beira-Mar. Depois da etapa alentejana, o profeta Isaías trocou o relvado pela areia e capitaneou a primeira equipa de futebol de praia portuguesa, lançando as bases para a que se viria a tornar numa das melhores selecções do Mundo. Por essa época o “seu” Benfica vivia nas ruas da amargura e teria de esperar dez anos para poder voltar a celebrar um título. Anos em que o pé direito furioso do maestro brasileiro foi elevado à categoria de lenda. Ainda hoje a Luz espera que alguém tome o testemunho de um dos grandes jogadores da história da liga portuguesa.

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ISAÍAS NO BENFICA

VITÓRIAS E PATRIMÓNIO ISAÍAS

O PROFETA ISAÍAS

ISAÍAS FIZ HISTÓRIA EM PORTUGAL